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Os últimos meses de residência em neurocirurgia

  • Foto do escritor: Portal SBN
    Portal SBN
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

O fim de um ciclo e a expectativa da nova geração de neurocirurgiões


Aconteceu entre os dias 11 e 13 de agosto, no Centro de formação Quirontec, em São Paulo, o Curso Nacional dos Residentes voltado aos alunos do último ano de residência em neurocirugia (R5). Durante três dias, preceptores da Escola Paulista de Medicina (EPM) ministraram aulas teóricas, discussão de casos clínicos, e, pela primeira vez, hands-on de crânio e coluna, revolucionando o ensino da neurocirurgia brasileira. 


Para o Dr. Sergio Cavalheiro, Coordenador do CNR, o curso tem como objetivo não a prova de título de especialista, mas sim tentar mostrar ao aluno o que ele precisa saber sobre o ano em que está. “Esse curso é voltado para as técnicas de hands-on e discussão de casos, uma vez que faltam, até o presente momento, seis meses para a entrada deles no mercado de trabalho. É sempre uma grande satisfação e honra poder continuar coordenando o CNR", comenta o especialista.  




Uma nova mudança em breve vai acontecer

Chegando a reta final da residência em neurocirurgia, qual é a expectativa dos médicos nessa fase da carreira? À SBN, quatro residentes compartilharam as suas percepções sobre essa importante fase da vida profissional.  


“A gente fica animado e empolgado e, ao mesmo tempo, um pouco apreensivo. É o começo da criação da nossa experiência profissional com uma certa autonomia, sem o anteparo da instituição e dos preceptores. É o começo de uma jornada mais autônoma, digamos assim, claro com proximidade e auxílio dos nossos pares, colegas e professores, mas é uma etapa nova que a gente passa como médico, mas agora com uma responsabilidade muito maior como neurocirurgião, carregando responsabilidades mais complexas. Sinto um misto de animação de conseguir colocar tudo em prática o que aprendemos nestes anos, mas ao mesmo tempo, receio de começar algo novo, mas acho que vai dar tudo certo. Tivemos uma boa formação e vamos torcer pelo melhor.”  



Dr. Guilherme Ceccato 

@guilherme.cecatto

Residente no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (PR)

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“Tem a expectativa de finalizar esse ciclo de tantos anos de formação, uma certa ansiedade associada de se inserir no mercado de trabalho, de começar a trabalhar com o que a gente se propôs, e as expectativas de como serão esses próximos anos, mas também uma satisfação de que a gente está terminando este ciclo e dá uma sensação de trabalho cumprido. Gostei muito de todo o meu processo de formação, achei muito completo, e a SBN é muito organizada no sentido de buscar que o residente tenha uma formação tanto prática como teórica completa. Existe uma cobrança da SBN que é refletida no meu serviço e que sinto que faz toda a diferença para a gente iniciar essa trajetória de trabalho depois desses cinco anos de formação.”


Dra. Dandara Moreira 

Residente na Fundação Beneficência Hospital Cirurgia (SE)

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“É até meio surreal porque são cinco anos bem longos e que a gente sofre bastante, mas que se aprende muita coisa. A expectativa é dar um friozinho na barriga, de a gente estar terminando e ser autônomo. Esse curso nivela todo mundo e ajuda a suprir alguma coisa que esteja faltando no serviço: tem gente que faz muita coluna, tem gente que faz pouca coluna, tem gente que faz muita base do crânio, pouca base do crânio, então eu acho que ajuda a todo mundo a ter pelo menos uma noção boa de tudo e com a prática então, ter uma noção não só teórica mas prática.”


Dra. Giovana Vieira Pessano 

@vieiragiovana

Residente no Hospital Heliópolis (SP) 

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“A expectativa é que eu tenha aprendido todo o conteúdo necessário para que eu me torne um bom neurocirurgião e que eu consiga resolver a maioria dos meus casos e me inserir no mercado de trabalho. Esse curso foi importante pela questão da atualização dos temas e também relembrar os principais pontos que a gente tem que saber para ser um bom neurocirurgião. Talvez eu foque em neurocirurgia funcional ou oncologia por conta da ciência por trás dessas subespecialidades.”


Dr. Alexandre Guimarães 

Residente no Hospital das Clínicas FMUSP (SP)


A SBN agradece aos residentes pela disponibilidade e deseja que eles façam uma boa prova de título no ano que vem. Boa sorte a todos nessa longa jornada rumo aos mistérios do sistema nervoso central e periférico. 


Leia essa e outras matérias na revista SBN Hoje. Clique aqui e confira. 

 
 
 

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