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Estudo: dependendo do idioma falado, os impactos de um AVC podem ser diferentes


Neste mês de abril, foi publicado o artigo Stroke Outcomes Among English-and Spanish-Speaking Mexican Americans, na respeitada revista científica Neurology, que analisou se a prevalência de um idioma estava relacionado a resultados diferentes após casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre pessoas que falam inglês e espanhol.


O estudo contou com o total de 1.096 pacientes que foram vítimas de AVC, e deste total, 170 pessoas falam espanhol. O perfil destas pessoas eram: mais velhas, com menos educação, maior prevalência de fibrilação atrial e menos fumantes se comparadas às 926 que falavam língua inglesa.


Os resultados mostram que os falantes de língua nativa espanhol tiveram pior resultados neurológicos, mas sem diferença nos resultados funcionais (andar e correr) e cognitivos em comparação aos mexicanos que também falavam a língua inglesa. A conclusão do estudo foi de que as vítimas de AVC que falam somente espanhol tiveram piores resultados do que os que também falam inglês. O estudo também sugere que estudar mais de um idioma aumentaria a chance de uma pessoa ser menos afetada pelas consequências após um AVC.


Ao saber deste novo estudo, a Dra. Vanessa Milanese, Diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, lembra que a doença é uma das principais causas de morte na população adulta em todo o mundo. "O derrame cerebral é a segunda principal causa de mortes no Brasil e uma das mais recorrentes razões de sequelas e incapacidades no mundo", diz.


Ainda segundo a Dra. Vanessa, o estudo em questão demonstra a importância do aprendizado de uma segunda língua. "Os resultados iniciais mostram que a prevalência dos mexicanos que falam somente espanhol tiveram piores resultados se comparados aos que também falam inglês. Ficaremos de olho em estudos complementares abordando o aprendizado de uma nova língua como forma de reabilitação e até prevenção de sequelas neurológicas após o AVC", finaliza a neurocirurgiã.


Para saber mais ou conferir o artigo científico sobre esta descoberta publicado Neurology, basta clicar aqui

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