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Neurocirurgião Convencional versus Meta Neurocirurgião

A Neurocirurgia reúne algumas características que a tornam única e que exigem daqueles que a escolhem: investimento de tempo, energia e muita dedicação


O Neurocirurgião convencional é formado apenas para exercer a neurocirurgia conforme o conhecimento que adquiriu durante a graduação e a residência. Entretanto, independente do seu nível de qualificação técnica, o neurocirurgião também tem necessidades individuais que precisam ser supridas. Ele precisa cuidar da sua saúde física e mental, precisa prover conforto e segurança a si próprio e a seus familiares, ter momentos de lazer, manter seus amigos, aprimorar-se tanto na neurocirurgia quanto fora dela.


Muitos neurocirurgiões fazem caridade voluntária, ajudam outras pessoas, atendem gratuitamente em alguns lugares, cedem seu precioso tempo, nem sempre sendo devidamente remunerados ou mesmo devidamente valorizados. Além disso, o nível de auto-exigência, tanto na neurocirurgia quanto no cotidiano é alto. Mais ainda, dado que os avanços ocorrem rapidamente em praticamente todas as áreas da profissão, o neurocirurgião precisa estar sempre atualizado e alinhado com as expectativas da sociedade. Tais necessidades exigem disponibilidade de tempo e recursos financeiros, o que faz com que, muitas vezes, adote um estilo de vida que custa caro.


A quase totalidade dos neurocirurgiões brasileiros acredita que a qualificação técnica é o único determinante do sucesso na carreira. De fato, esta é a mentalidade vigente e os colegas gastam a maior parte do seu tempo e de seus recursos buscando melhorias na qualificação técnica através de subespecialização, cursos, congressos científicos, treinamentos, workshops e pós-graduação.


Tal crença mostrou-se válida por muitos anos e ainda é adotada pelos neurocirurgiões convencionais. Entretanto, a realidade atual é outra. Para conquistar e manter o sucesso na carreira, é preciso ir além e desenvolver outras habilidades. Um neurocirurgião que conseguiu atingir o sucesso consegue exercer melhor sua profissão. Ele trabalha, atende e opera melhor. Tudo isso porque não tem que lidar com uma série de preocupações com relação à sua carreira, preocupações estas que o neurocirurgião convencional costuma ter.

O mercado de trabalho médico no Brasil

A organização do currículo médico remonta aos tempos da Revolução Industrial em que o objetivo era formar operários para atuarem nas fábricas. Por conta disso, nós médicos somos formados apenas para prestarmos assistência aos pacientes. Em outras palavras, nós nos tornamos mão de obra barata para o mercado (Sistema Único de Saúde, operadoras de saúde, cooperativas médicas e Organizações Sociais de Saúde) e presas fáceis para as instituições financeiras (bancos, financiadoras e operadoras de cartões de crédito).

No mercado de trabalho, há os que nos comparam ao "sal de cozinha" por usarmos branco, existirmos em abundância e sermos baratos. Há outros que se tornaram bilionários por "saberem explorar uma mão de obra altamente qualificada, porém de baixo custo no mercado (nós médicos)".


De acordo com a Demografia Médica no Brasil/2020, nos últimos 100 anos a taxa de crescimento dos médicos chega a ser cinco vezes maior do que a taxa de crescimento da população brasileira. Tal aumento no número de médicos tem levado a queda na remuneração, uma vez que a concorrência vem aumentando. Inclusive, com o número de médicos formados anualmente atingindo a marca de 50 mil, existe a ameaça de não haver trabalho para todos bem como do risco de queda na qualidade do atendimento em decorrência da atuação de profissionais menos qualificados.

Cerca de 93% dos médicos dedicam-se exclusivamente à medicina e cerca de 91% trabalham exclusivamente na assistência. Quanto ao mercado de trabalho, os médicos estão trabalhando mais, em condições piores e ganhando menos. Pior ainda, durante o ano de 2020 as restrições impostas pelas medidas relacionadas à pandemia de COVID-19 impactaram negativamente a atividade médica em todo o Brasil. Uma pesquisa feita pelo portal Médicos sem Jaleco analisou o impacto financeiro da pandemia na vida de 683 médicos de várias especialidades. A pesquisa mostrou que cerca de 82% dos médicos tiveram redução média de 44% na renda e que cerca de 47% tiveram redução de mais de 50% na renda. A mesma pesquisa mostrou algo ainda mais preocupante do ponto de vista do mercado de trabalho.

Quando perguntados sobre o que fizeram para se adaptarem à crise, 45% dos médicos informaram que não fizeram nada; 20% recorreram a telemedicina, 14% buscaram plantões extras, 13% continuaram atendendo em seus consultórios de forma restrita e 7% adotaram outras medidas (não especificadas).

Existem várias razões para este cenário, até certo ponto desolador, que estamos enfrentando. Entretanto, uma coisa é certa: dado que 93% dos médicos dedica-se somente à medicina e concentram seus esforços em melhorar a qualificação técnica, se seguirmos este caminho terá grande chance de colhermos os mesmos frutos que a classe está colhendo. Nossa profissão foi e vem sendo tão prejudicada que nós teremos que adquirir poderes especiais para reerguê-la.

Torne-se um Meta-Neurocirurgião

Desde criança eu (e tenho certeza que você também) sempre admirei e, de certa forma desejei ser, um super herói. Os super heróis têm poderes e habilidades que os humanos normais não tem. Os super heróis estão longe das pessoas normais. Eles desbravam novos mundos, exploram novas fronteiras, visitam lugares onde ninguém jamais foi. Os super heróis são, portanto, meta humanos.

Um meta humano é um ser humano com habilidades incríveis, muito além das habilidades básicas dos seres humanos normais. O meta humano representa um salto na escala evolutiva. Suas habilidades o torna capaz de alcançar o sucesso em todas as áreas que atua. Mais ainda, ele é capaz de prosperar em qualquer ambiente e de se adaptar às mudanças.

Partindo deste princípio, cunhei o termo Meta Médico. O Meta Médico tem habilidades incríveis que vão muito além da qualificação técnica. Ele não apenas pensa e age "fora da caixa" como se costuma dizer. Ele simplesmente elimina a "caixa". Para o Meta Médico não existem limites do que pode ser realizado, criado, aprimorado e ser alcançado dentro e fora da medicina. Não existem barreiras mentais, sociais e nem crenças limitantes que o impeçam de atingir seus objetivos, de realizar feitos grandiosos e de alcançar a plenitude na vida e na carreira.

Os 4 pilares para você se tornar um Meta Neurocirurgião

PILAR I – Empreendedorismo e Inovação

A arte de criar negócios de sucesso, encantar o público e tornar a concorrência irrelevante.

Nós somos empreendedores natos. Temos consultórios, clínicas, muitas vezes somos sócios de algum outro tipo de negócio. Mesmo trabalhando sozinhos, ainda costumamos gerenciar um negócio paralelo.

O Meta Neurocirurgião é capacitado para criar negócios de sucesso dentro e fora da Neurocirurgia; para inovar e aprimorar o que já existe e para interagir harmonicamente com os avanços tecnológicos, incorporando-os em sua rotina e usando-os para melhorar seu desempenho. Ele sabe transformar suas ideias em negócios escaláveis, sabe escolher o momento e as melhores formas de financiamento. Sabe inovar, criar novos mercados (Oceanos Azuis), criar uma nova curva de valor e tornar a concorrência irrelevante.


PILAR II – Marketing e Gestão

A arte de escalar negócios e ganhar mais


O Meta Neurocirurgião sabe usar as estratégias de marketing digital para escalar seus negócios, para consolidar sua marca e para aumentar seu valor no mercado.


Ele entende e participa do funcionamento e cuida da sua empresa; estabelece e segue metas de crescimento, sabe gerenciar e liderar sua equipe. Consegue conversar de forma harmoniosa com seu contador, sua secretária, seu administrador e seus fornecedores e parceiros. Ele sabe lidar com as questões tributárias pessoais e empresariais.

O Meta Neurocirurgião sabe encantar os clientes e torná-los verdadeiros embaixadores da sua marca. Mais ainda, ele expande seus negócios para outros países e busca remuneração em moeda forte.

PILAR III – Finanças

A arte de fazer o dinheiro trabalhar para você

O Meta Neurocirurgião, já detentor de negócios e sucesso e ganhando mais com eles, sabe investir corretamente seu dinheiro para usufruir dos efeitos do juro composto ao longo do tempo. Ele tem um planejamento financeiro eficiente, uma reserva de emergência e proteção financeira patrimonial robustas. Ele entende que, adquirindo ativos financeiros, terá renda passiva que o levará a independência financeira. Mais ainda, ele navega confortavelmente no mercado de derivativos e também investe em ativos internacionais. O Meta Neurocirurgião não depende de uma única fonte de renda. Ele constrói várias fontes de renda passiva (renda que não depende do trabalho).


PILAR IV – Produtividade e gestão do tempo

A arte de fazer mais com menos e não mais ou menos


O Meta Neurocirurgião, já detentor de negócios e sucesso, ganhando mais com eles e independente financeiramente, sabe organizar seu tempo para se tornar mais produtivo. Ela sabe usar ferramentas tecnológicas para gerenciar pessoas, documentos e tarefas Ele sabe quais tarefas deve delegar, quais deve agendar e quais deve deletar. Ele não perde tempo com pessoas tóxicas, que não agregam valor.

Ele sabe se organizar sem precisar de papel para isso. Ele é disciplinado, sabe estabelecer metas pessoais e profissionais e tem foco. O Meta Neurocirurgião economiza segundos em minutos; minutos em horas; horas em dias; dias em semanas; semanas em meses; meses em anos; anos em décadas.


Ele tem mais tempo no presente e vive mais e melhor. Não reclama da falta de tempo. Ele está sempre buscando novos desafios pois sabe que tem um propósito a cumprir.


Para concluir, se você continuar sendo um Neurocirurgião Convencional colherá os frutos que os Neurocirurgiões convencionais estão colhendo (mais trabalho, condições piores e remunerações menores). Se você se tornar um Meta Neurocirurgião, terá habilidades que o levarão a pensar e agir fora da caixa. Ou melhor, você eliminará a caixa e terá sucesso em sua vida e em sua profissão.

Confira esta e outras reportagens na edição 43 da revista SBN Hoje clicando aqui.

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